Os Mercenários 2

Para poder falar sobre Os Mercenários temos que descrever uma era para demonstrar o que esse filme provoca nas pessoas, mas o problema é que, para explicar, temos que dar exemplos e usar palavras que não fazem mais parte do nosso cotidiano, como ir numa locadora para alugar uma fita vhs que depois seria usado em um video cassete ligado a uma TV de tubo com no máximo 20 polegadas e que seria assistido por uma turma reunida na sala da casa de um deles para ver cenas nunca antes vistas.

Não muito antigamente, apesar de parecer que faz tempo, filmes de ação causavam tanta impressão porque não seguiam regras. Os protagonistas eram feios, fortes, com cara de mal e pose de durão, pareciam mais vilões do que heróis. Seguravam armas dos jeitos mais impossíveis de se manusear e, mesmo assim, ainda matavam um exército inteiro. Analisando esses filmes hoje em dia eu até poderia dizer que eram toscos ainda mais se compararmos com os novos filmes de ação, o que seria uma enorme injustiça. Hoje temos heróis de quadrinhos dominando as salas dos cinemas. Apesar de tudo isso tem algo que esses filmes acertavam, eles davam exatamente o que aquela turma queria ver, ação, protagonizado por um homem que fazia tudo sozinho, não pessoas comuns, claro! Afinal não é qualquer um que já foi Mister Olympia, mas faziam a gente pensar que se nos transformássemos neles poderiámos fazer as mesmas coisas, pois ainda eram seres humanos, apesar de ter uma contribuição da magia do cinema. E justamente dessa época surgiu Sylvester Stallone, um astro dos filmes de ação, genêro esse que podemos reduzir há algo sem história ou roteiro e que só precisa ter porrada, tiro e explosões. Porém Stallone entrou nesse mundo através da caneta do que pela força, afinal o roteiro do seu primeiro filme de sucesso foi escrito por ele, ROCKY, que ganhou 3 oscars, então além de bancar um cara forte e durão, mostrou que sabia escrever e passar uma mensagem que o povo necessitava receber no ano 1976, e por isso mereceu o Oscar de melhor filme. Em seguida insistiu nos filmes do seu personagem boxeador, que continuava sendo escrito por ele, mas podemos dizer que ele virou um astro do gênero de ação ao interpretar Rambo, esse sim um filme com mais explosões do que história, mas ainda tinha um roteiro que falava bem de algumas coisas da época situada, a guerra do Vietnã. Esses dois nomes são os grandes responsáveis por tornar Stallone famoso, e depois os outros filmes com menos sucesso fizeram o astro ficar menos conhecido e, talvez, esquecido, apesar de sempre estar atuando em algum filme. Mas foi com o retorno de ROCKY que ele resgatou seu nome e o ínicio da sua carreira e de novo com Rambo 4 voltou a ser o protagonista de um verdadeiro filme de ação. Acabou retornando ao seus dois mundos, a ação desenfreada e a escrever roteiros simples mas com mensagens.

Com essa união veio Mercenários, um filme que prometia resgatar essa época vivida e construída por Sylvester Stallone, portanto, ele conhece bem esse assunto e tinha contato para juntar seus contemporâneos e alguns colegas novos que não deixaram a ação morrer, como, por exemplo, Jason Statham.

Mas foi em Mercenários 2 que ele mostrou realmente o que os meninos (agora crescidos) queriam ver. Eu não sei se o Sly (Sylvester Stalone) realmente pensou, planejou e executou com precisão um roteiro que nos leva a imaginar analogias, procurar referências e querer saber o que o autor quer passar naquele momento, ou se ele realmente consegue captar o que o público sentia falta, e fez o possível com o que tinha para executar essa tarefa. Como, por exemplo, na cena que apresenta o mercenário mais jovem de sua equipe Bill The Kid, interpretado por Liam Hemsworth, onde comenta das coisas que viu na guerra, até parece que nesse momento ele quer mostrar que os jovens dos EUA viveram os piores momentos de um filme de ação. E logo após parece concluir esse assunto quando Barney, personagem do Sly, faz um monólogo no enterro de Bill, aqui imagino que ele quer entrar novamente no assunto da guerra ter levado alguns desses jovens e também a falta de novos atores para substituir os antigos astros.

Muita filosofia para o roteiro de um filme de ação? Talvez. Mas o interessante é que Sylvester Stallone soube escrever, produzir e criar algo no momento certo, que foi um filme de ação que a tempos não vimos, com personagens que só poderiam ser interpretados por um elenco nunca antes reunido. Quer mais um exemplo de teorias e analogias que podemos fazer com o filme? Nada mais icônico que a primeira cena onde Sly resgata o personagem de ninguém menos que Arnold Schwarzenegger, o que podemos imaginar dessa cena? que se não fosse por ele talvez a volta do ex-governador da Califórnia para as telas do cinema poderia ser lenta e nada gloriosa como a partipação que tem em Os Mercenários 2. E sobre o Personagem do Bruce Willis, dali é o único que tem papel de chefe e com dinheiro. Tá certo que nosso eterno John Mcclane possui uma pose de figurão, porém, analisando a carreira de Willis é fácil perceber que ele até envelheceu bem e se manteve no cinema atuando ás vezes em grandes produções, enquanto os demais sumiram, tiveram um período de ostracismo ou seguiram outras carreiras.

Sly mostrou que sabe passar uma mensagem de força e superação, algo que combina com sua vida e nada melhor do que ele para escrever um roteiro com esse tema. E outra coisa que os antigos filmes de ação nos ensinaram é que, um homem deve saber se virar sozinho e usar o que tem para conseguir executar sua tarefa. Sylvester Stallone foi o responsável para construir esse filme épico. Afinal, se a Marvel juntou parte dos seus heróis num filme, Stallone conseguiu colocar todos os heróis de ação de uma geração em praticamente duas horas de tiros, explosões, sangue e tudo isso com uma sensação que estamos vendo velhos amigos, se reencontrando novamente.

Fontes: IMDB

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